
vaga de pré-candidato a senador na chapa liderada por Orleans Brandão
Desde de sábado (6), quando o governador Carlos Brandão (MDB) confirmou, em Peritoró, o senador Weverton Rocha (PDT) como candidato do seu grupo para uma vaga, e revelou que o nome para outra vaga sairá da federação União Progressista (União/PP), espaço partidário dos deputados federais Pedro Lucas Fernandes (União) e André Fufuca (PP), a corrida às cadeiras da Câmara Alta ganhou mais intensidade. Pedro Lucas Fernandes manteve-se discreto, mas apoiadores seus trataram de badalar o seu nome nas redes sociais. André Fufuca, por sua vez, postou um vídeo no qual 99 prefeitos lhe declaram apoio. O discurso do governador Carlos Brandão em Peritoró foi por muitos interpretado como aviso prévio de que a vaga será de Pedro Lucas Fernandes, mas qualquer análise dessa contexto indica que André Fufuca é párea duro nessa disputa.
O deputado federal Pedro Lucas Fernandes, que comanda sozinho o braço maranhense do União Brasil, não chega à toa à posição de possível pré-candidato a senador. Na verdade, ele entrou nessa ciranda em meados de 2025, quando o presidente do União Brasil, António Amoedo, ao visitar São Luís, declarou o apoio do seu partido ao governador Carlos Brandão e anunciou que o parlamentar seria candidato a senador. Ninguém levou o lançamento muito à sério, uma vez que, tendo atuação destacada na Câmara Federal, Pedro Lucas Fernandes parecia destinado a uma reeleição tranquila. No entanto, o projeto de António Amoedo foi incorporado pelo governador Carlos Brandão, que ao dar a outra vaga de candidato a senador para a federação União Progressista, pareceu inclinado a indicá-lo, principalmente como alinhado de proa de Orleans Brandão. Se for o escolhido, Pedro Lucas Fernandes terá de correr para estruturar a sua pré-campanha, e para isso contará com a força política do Palácio dos Leões e com a larga experiência do pai, Pedro Fernandes, atual prefeito de Arame.
O deputado federal André Fufuca está nessa disputa interna em plenas condições de pleitear a vaga. Além de se manter próximo ao Palácio dos Leões – chegou a declarar apoio à pré-candidatura de Orleans Brandão – ele está lastreado pela condição de ex-ministro do Esporte e presidente do PP no Maranhão, além de ter uma pré-campanha estruturada e com um amplo e sólido suporte político. Esse cacife está demonstrado em vídeo no qual nada menos que 100 prefeitos de grandes (Imperatriz, Timon, Caxias e Codó, entre outros), médios (Chapadinha, Vargem Grande e Açailândia, por exemplo) e pequenos (Pio XII e São Vicente Ferrer, para citar apenas dois) municípios das mais diversas regiões do estado lhe declaram apoio. Além do mais, mesmo não tendo sido ungido na chapa do vice-governador Felipe Camarão (PT), André Fufuca foi largamente elogiado pelo presidente Lula da Silva (PT) e seus porta-vozes, ganhando o status de aliado durante a campanha.
A guerra senatorial acionou os motores da pré-campanha da senadora Eliziane Gama (PT), que nos últimos dias recebeu o apoio declarado dos prefeitos de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), que é também linha de frente no apoio a André Fufuca, e de Balsas, Alan da Marisol (PRD), num indicativo de que ela está muito viva nessa guerra pelas cadeiras do Senado. Nesse tabuleiro, o senador Weverton segue dando indicações de que prefere o palanque de Orleans Brandão para viabilizar o seu projeto de reeleição, enquanto o ex-senador Roberto Rocha (Novo), tenta se viabilizar na instável chefa de Lahesio Bonfim (Novo). Chama a atenção também, o estranho silêncio que tomou de conta do QG da deputada federal Roseana Sarney (MDB), cujo projeto de candidatura ao Senado parece ter sido arquivado. Da mesma maneira que não se sussurrou mais sobre a possibilidade de a presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale (MDB) vir a ser convocada para a disputa ao Senado, como vinha sendo especulado no meio político e fora dele.
Em Tempo: a corrida para as cadeiras no Senado promete vários e intensos desdobramentos.
PONTO & CONTRAPONTO
Declaração de ministro e reação do presidente petista mostram que a discussão sobre “palanque duplo” está longe de acabar
Desde que o senador Weverton Rocha (PDT) foi escolhido pelo MDB, partido de Orleans Brandão, e pelo PT, de Felipe Camarão, como candidato comum ao Senado, a confusa e aparentemente sem sentido discussão de dois palanques voltou com toda força. E o que é mais curioso: a vozes mais estridentes na defesa desse monstrengo político estão nos quadros do PT, onde há grupos alinhados à pré-candidatura do vice-governador e também à do presidente regional do MDB.
O caldo foi entornado nesta segunda-feira, quando o senador piauiense Wellington Dias (PT), ministro do Desenvolvimento Social, disse numa entrevista que o presidente Lula terá dois palanques em vários estados, entre eles o Maranhão. Com a declaração, o ministro atropelou fortemente a determinação do presidente nacional do PT, que declarara, de alto e bom som, em São Luís, que no Maranhão o presidente Lula só terá um palanque, o de Felipe Camarão, pré-candidato do PT ao Governo do Estado.
Diante da declaração de Wellington Dias e suas repercussões, especialmente nas fileiras do PT, Edinho Silva disparou ontem uma nota em que tenta consertar as coisas e colocar o PT no eixo da pré-candidatura de Felipe Camarão. Na nota, ele bate forte, mas também assopra: “No Maranhão, o palanque do presidente Lula é único: é o palanque de Felipe Camarão”. O presidente sempre teve uma ótima relação com o governador Brandão, e isso é importante, mas não significa palanque duplo”.
Pelo grau de agitação que a ainda nítida divisão no PT está causando no entorno da pré-candidatura de Felipe Camarão, a discussão sobre um ou dois palanques ainda vai render. E muito.
Braide incursiona na Baixada, mergulha no Lago de Viana e critica sistema de ferry-boats
Eduardo Braide (PSD) percorreu parte da Baixada Ocidental, na sua primeira incursão na região como pré-candidato ao Governo do Estado. Ali fez contato direto com eleitores, mergulhou no lago de Viana, fez travessia noturna no ferry-boat e retornou a São Luís entusiasmado com a receptividade.
Em vídeos divulgados ontem, Eduardo Braide fez críticas ao acesso rodoviário da MA-310, assumindo ali o compromisso de que, “se o governador não fizer, será uma das primeiras obras do meu Governo”, disse. Em outra postagem, o pré-candidato do PSD criticou a estrutura e o funcionamento do sistema de travessia por ferry-boats, que ligam São Luís à Baixada.
Nesse período, disparou estocadas contra o Governo do Estado, principalmente em relação à saúde, criticando o atendimento nos hospitais do estado. Atento, o governador Carlos Brandão reagiu disparando críticas ao funcionamento do Socorrão, o que levou ao vereador Joel Nunes Jr., ex-secretário de Saúde e um dos mais próximos aliados do ex-prefeito de São Luís, a reagir rebatendo o governador pela fala sobre o Socorrão.
Nos bastidores, começou a circular a especulação de que nos próximos dias o pré-candidato do PSD ao Palácio dos Leões, que já tem vice, Elaine Cortez (PSD), de Imperatriz, vai abrir conversações sobre a montagem da chapa em relação às vagas de candidato a senador.
São Luís, 09 de Junho de 2026.




























