Com Weverton definido, outra vaga de candidato do grupo Brandão ao Senado é disputada por Pedro Lucas e André Fufuca

Pedro Lucas Fernandes e André Fufuca disputam
vaga de pré-candidato a senador na chapa liderada por Orleans Brandão

Desde de sábado (6), quando o governador Carlos Brandão (MDB) confirmou, em Peritoró, o senador Weverton Rocha (PDT) como candidato do seu grupo para uma vaga, e revelou que o nome para outra vaga sairá da federação União Progressista (União/PP), espaço partidário dos deputados federais Pedro Lucas Fernandes (União) e André Fufuca (PP), a corrida às cadeiras da Câmara Alta ganhou mais intensidade. Pedro Lucas Fernandes manteve-se discreto, mas apoiadores seus trataram de badalar o seu nome nas redes sociais. André Fufuca, por sua vez, postou um vídeo no qual 99 prefeitos lhe declaram apoio. O discurso do governador Carlos Brandão em Peritoró foi por muitos interpretado como aviso prévio de que a vaga será de Pedro Lucas Fernandes, mas qualquer análise dessa contexto indica que André Fufuca é párea duro nessa disputa.

O deputado federal Pedro Lucas Fernandes, que comanda sozinho o braço maranhense do União Brasil, não chega à toa à posição de possível pré-candidato a senador. Na verdade, ele entrou nessa ciranda em meados de 2025, quando o presidente do União Brasil, António Amoedo, ao visitar São Luís, declarou o apoio do seu partido ao governador Carlos Brandão e anunciou que o parlamentar seria candidato a senador. Ninguém levou o lançamento muito à sério, uma vez que, tendo atuação destacada na Câmara Federal, Pedro Lucas Fernandes parecia destinado a uma reeleição tranquila. No entanto, o projeto de António Amoedo foi incorporado pelo governador Carlos Brandão, que ao dar a outra vaga de candidato a senador para a federação União Progressista, pareceu inclinado a indicá-lo, principalmente como alinhado de proa de Orleans Brandão. Se for o escolhido, Pedro Lucas Fernandes terá de correr para estruturar a sua pré-campanha, e para isso contará com a força política do Palácio dos Leões e com a larga experiência do pai, Pedro Fernandes, atual prefeito de Arame.

O deputado federal André Fufuca está nessa disputa interna em plenas condições de pleitear a vaga. Além de se manter próximo ao Palácio dos Leões – chegou a declarar apoio à pré-candidatura de Orleans Brandão – ele está lastreado pela condição de ex-ministro do Esporte e presidente do PP no Maranhão, além de ter uma pré-campanha estruturada e com um amplo e sólido suporte político. Esse cacife está demonstrado em vídeo no qual nada menos que 100 prefeitos de grandes (Imperatriz, Timon, Caxias e Codó, entre outros), médios (Chapadinha, Vargem Grande e Açailândia, por exemplo) e pequenos (Pio XII e São Vicente Ferrer, para citar apenas dois) municípios das mais diversas regiões do estado lhe declaram apoio. Além do mais, mesmo não tendo sido ungido na chapa do vice-governador Felipe Camarão (PT), André Fufuca foi largamente elogiado pelo presidente Lula da Silva (PT) e seus porta-vozes, ganhando o status de aliado durante a campanha.

A guerra senatorial acionou os motores da pré-campanha da senadora Eliziane Gama (PT), que nos últimos dias recebeu o apoio declarado dos prefeitos de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), que é também linha de frente no apoio a André Fufuca, e de Balsas, Alan da Marisol (PRD), num indicativo de que ela está muito viva nessa guerra pelas cadeiras do Senado. Nesse tabuleiro, o senador Weverton segue dando indicações de que prefere o palanque de Orleans Brandão para viabilizar o seu projeto de reeleição, enquanto o ex-senador Roberto Rocha (Novo), tenta se viabilizar na instável chefa de Lahesio Bonfim (Novo). Chama a atenção também, o estranho silêncio que tomou de conta do QG da deputada federal Roseana Sarney (MDB), cujo projeto de candidatura ao Senado parece ter sido arquivado. Da mesma maneira que não se sussurrou mais sobre a possibilidade de a presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale (MDB) vir a ser convocada para a disputa ao Senado, como vinha sendo especulado no meio político e fora dele.

Em Tempo: a corrida para as cadeiras no Senado promete vários e intensos desdobramentos.

PONTO & CONTRAPONTO

Declaração de ministro e reação do presidente petista mostram que a discussão sobre “palanque duplo” está longe de acabar

Edinho Silva reafirma que o palanque de Lula da Silva
no Maranhão é o de Felipe Camarão

Desde que o senador Weverton Rocha (PDT) foi escolhido pelo MDB, partido de Orleans Brandão, e pelo PT, de Felipe Camarão, como candidato comum ao Senado, a confusa e aparentemente sem sentido discussão de dois palanques voltou com toda força. E o que é mais curioso: a vozes mais estridentes na defesa desse monstrengo político estão nos quadros do PT, onde há grupos alinhados à pré-candidatura do vice-governador e também à do presidente regional do MDB.

O caldo foi entornado nesta segunda-feira, quando o senador piauiense Wellington Dias (PT), ministro do Desenvolvimento Social, disse numa entrevista que o presidente Lula terá dois palanques em vários estados, entre eles o Maranhão. Com a declaração, o ministro atropelou fortemente a determinação do presidente nacional do PT, que declarara, de alto e bom som, em São Luís, que no Maranhão o presidente Lula só terá um palanque, o de Felipe Camarão, pré-candidato do PT ao Governo do Estado.

Diante da declaração de Wellington Dias e suas repercussões, especialmente nas fileiras do PT, Edinho Silva disparou ontem uma nota em que tenta consertar as coisas e colocar o PT no eixo da pré-candidatura de Felipe Camarão. Na nota, ele bate forte, mas também assopra: “No Maranhão, o palanque do presidente Lula é único: é o palanque de Felipe Camarão”. O presidente sempre teve uma ótima relação com o governador Brandão, e isso é importante, mas não significa palanque duplo”.

Pelo grau de agitação que a ainda nítida divisão no PT está causando no entorno da pré-candidatura de Felipe Camarão, a discussão sobre um ou dois palanques ainda vai render. E muito.

Braide incursiona na Baixada, mergulha no Lago de Viana e critica sistema de ferry-boats

Eduardo Braide salta para
mergulho em lago de Viana

Eduardo Braide (PSD) percorreu parte da Baixada Ocidental, na sua primeira incursão na região como pré-candidato ao Governo do Estado. Ali fez contato direto com eleitores, mergulhou no lago de Viana, fez travessia noturna no ferry-boat e retornou a São Luís entusiasmado com a receptividade.

Em vídeos divulgados ontem, Eduardo Braide fez críticas ao acesso rodoviário da MA-310, assumindo ali o compromisso de que, “se o governador não fizer, será uma das primeiras obras do meu Governo”, disse. Em outra postagem, o pré-candidato do PSD criticou a estrutura e o funcionamento do sistema de travessia por ferry-boats, que ligam São Luís à Baixada.    

Nesse período, disparou estocadas contra o Governo do Estado, principalmente em relação à saúde, criticando o atendimento nos hospitais do estado. Atento, o governador Carlos Brandão reagiu disparando críticas ao funcionamento do Socorrão, o que levou ao vereador Joel Nunes Jr., ex-secretário de Saúde e um dos mais próximos aliados do ex-prefeito de São Luís, a reagir rebatendo o governador pela fala sobre o Socorrão.

Nos bastidores, começou a circular a especulação de que nos próximos dias o pré-candidato do PSD ao Palácio dos Leões, que já tem vice, Elaine Cortez (PSD), de Imperatriz, vai abrir conversações sobre a montagem da chapa em relação às vagas de candidato a senador.

São Luís, 09 de Junho de 2026.

Brandão: vice e outro candidato a senador saem nesta semana; vaga é da federação União/PP, de Pedro Lucas e André Fufuca; Roseana está fora

Foto 1 Carlos Brandão faz o L de Lula.
Foto 2 Fábio Macedo, Pedro Lucas Fernandes,
Carlos Brandão, Weverton Rocha, Doutor Júnior
e Orleans Brandão no comício de Peritoró

O outro candidato a senador a ser apoiado pela aliança partidária liderada pelo governador Carlos Brandão (MDB) sairá das fileiras da Federação União Progressista, podendo sair dos quadros do União Brasil, cujo nome mais visível é o do deputado federal Pedro Lucas Fernandes, ou do PP, que já tem como pré-candidato a senador o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca. Esse nome, assim como o do pré-candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Orleans Brandão, serão anunciado até o final desta semana. O recado foi dado pelo governador Carlos Brandão, na noite de sábado, em comício de pré-campanha em Peritoró. O MDB não lançará candidato a senador, o que deixa a deputada federal Roseana Sarney de fora.

O aviso dado pelo governador Carlos Brandão reforça uma inclinação dele próprio em manifestações recentes em que sinalizou sua clara simpatia por Pedro Lucas Fernandes. Isso não descarta a possibilidade de o escolhido ser o ex-ministro André Fufuca, que semanas atrás foi apontado como o outro pré-candidato da sua chapa, fazendo dobradinha do o senador Weverton Rocha (PDT), pré-candidato à reeleição. Vale registrar que o governador Carlos Brandão mandou seu recado depois de apresentar Weverton Rocha como o candidato já escolhido do grupo ao Senado. porque “trabalhou muito pelo Maranhão”.

Mesmo com a sinalização clara de que dificilmente a escolha do outro pré-candidato a senador recairá sobre Pedro Lucas Fernandes ou sobre André Fufuca, até porque nem no União nem no PP existem quadros com força para preencher essa vaga, o governador Carlos Brandão disse que a escolha está sendo feita “com muito cuidado”. Na avaliação geral, a escala se preferência do Palácio dos Leões em primeiro lugar está Pedro Lucas Fernandes, com André Fufuca como a segunda opção.

O “muito cuidado” revelado pelo governador em relação ao preenchimento da outra vaga de pré-candidato ao Senado para compor com Orleans Brandão pode também estar inserido nos desdobramentos da escolha. Daí algumas indagações. Se não for o escolhido, o ex-ministro André Fufuca só terá dois caminhos: Felipe Camarão (PT) ou Eduardo Braide (PSD). E o que pode ser pior: nesse caso, André Fufuca apoiará um desses pré-candidatos na condição de adversário de Orleans Brandão. Ao perceber que são poucas as suas chances de ser o escolhido, André Fufuca vem se movimentando, abrindo canais de comunicação com o PT e com o PSD.

Vem então a segunda pergunta: Roseana Sarney (MDB), que hoje lidera a pesquisas, arquivará o projeto senatorial dela e da sua família, a começar pelo ex-presidente José Sarney (MDB), e que tem o aval das cúpula nacional do MDB, conformando-se com uma tentativa de reeleição para a Câmara Federal? Numa conversa recente com a imprensa, o governador Carlos Brandão foi indagado sobre o “fator” Roseana Sarney. Com muita habilidade, o mandatário respondeu de modo cuidadoso, sem dizer sim ou não: “Calma, minha gente, vamos acomodar todo mundo”.

O recado mandado de Peritoró por Carlos Brandão atingiu também os rumores em relação à presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale (MDB, que teria interesse na vaga, mas não fez qualquer declaração nesse sentido. Ela tem mostrado coerência ao afirmar que o deu projeto inicial é a reeleição para a Alema, e que qualquer outra direção vai depender do governador.

Em relação à escolha do pré-candidato a vice na chapa de Orleans Brandão, o governador Carlos Brandão foi sucinto: Vamos escolher também o vice-governador”. Sobre esse tema, o governador acrescentou apenas que a escolha está sendo feita “com muito cuidado”. O que corre nos bastidores é que a decisão tomada até aqui é que o vice do pré-candidato emedebista deve sair do tabuleiro político de São Luís. E o objetivo é fazer o contraponto com Eduardo Braide em São Luís, onde o ex-prefeito lidera com larga margem de preferência. Carlos Brandão quer encontrar um nome com estatura política e lastro eleitoral na Capital.

Todo esse emaranhado será desmanchado até o final da semana.

PONTO & CONTRAPONTO

Lahesio sinaliza que pode abrir mão da candidatura para uma aliança com Braide

Lahesio Bonfim e Roberto Rocha:
chapa perdendo densidade eleitoral

São cada vez mais fortes os rumores dando conta de que Lahesio Bonfim (Novo) pode abrir mão da sua candidatura ao Governo do Estado para disputar vaga no Senado ou na Câmara Federal. Correm nos bastidores políticos diferentes versões sobre essa possibilidade, que foi fortalecida ontem com declarações do próprio pré-candidato do Novo, ao admitir a existência de conversas nessa direção com interlocutores do pré-candidato do PSD, Eduardo Braide. A versão mais forte até aqui é a de que Lahesio Bonfim pode desistir da disputa ao Palácio dos Leões, para ser candidato a senador, juntamente com o ex-senador Roberto Rocha (Novo), que formariam uma chapa senatorial em aliança com Eduardo Braide. Na declaração deste sábado, Lahesio Bonfim confirma conversas com emissários de Eduardo Braide, acrescentando que a interlocução estaria sendo feita por Roberto Rocha.

A sinalização de que os rumores de conversas entre ele e Eduardo Braide foi feita por Lahesio Bonfim em entrevista a uma emissora de rádio piauiense Teresina FM. Ele admitiu que as conversas estão acontecendo e que o ex-senador Roberto Rocha, que é pré-candidato ao Senado na sua chapa, estaria participando das tratativas. Lahesio Bonfim não entrou em detalhes, mas admitiu que o principal assunto da pauta é a sua candidatura a governador, que pode ser mantida ou retirara num grande acordo com Eduardo Braide.

Esses rumores não são novos. Eles ganharam mais força depois que Eduardo Braide lançou a sua pré-candidatura ao Governo e as pesquisas mostraram que o seu principal adversário é o pré-candidato do MDB, Orleans Brandão, numa situação clara e indiscutível de polarização. E foram intensificados depois que o vice-governador Felipe Camarão foi confirmado pré-candidato do PT com o aval do presidente Lula da Silva, o que lhe deu gás político para e potencial para crescer na disputa.

O cenário que vem sendo desenhado desde o lançamento da pré-candidatura de Eduardo Braide e da evolução da pré-candidatura de Orleans Brandão, e finalmente a entrada de Felipe Camarão para valer na corrida sucessória tem se mostrado inteiramente desfavorável a Lahesio Bonfim, que vem perdendo densidade na região central do estado e em redutos onde ele venceu em 2022, como Imperatriz, por exemplo.

No geral, as pesquisas têm mostrado uma queda expressiva nas intenções de voto para Lahesio Bonfim, que permaneceu durante meses a fio na condição, ora de segundo, ora de terceiro colocado na disputa, no patamar de dois dígitos, variando entre 10 e 20 pontos percentuais, medindo forças com Orleans Brandão. As mais recentes o mostram no patamar de um dígito, já muito atrás do pré-candidato do MDB e agora correndo risco de ser ultrapassado por Felipe Camarão.

A realidade visível é que a pré-candidatura, que começou bem, mas mergulhou numa tendência de queda que parece irreversível. Isso porque não há qualquer sinal de que ele reúne forças para reverter esse processo. Esse contexto tem feito com que Roberto Rocha ganhe mais protagonismo do que Lahesio Bonfim no projeto eleitoral do Novo no Maranhão.

O fato evidente é que Lahesio Bonfim vem perdendo substância na corrida ao Palácio dos Leões e, sem perspectiva de reverter esse processo, poderá abrir mão da candidatura e costurar uma aliança com Eduardo Braide.

Braide intensifica incursões no interior e quer visitar todos os municípios até julho

Entes de seguir para a Baixada,
Eduardo Braide participou, com
a esposa Graziella Braide,
da celebração do Corpus Christi

Eduardo Braide, pré-candidato do PSD ao Governo do Estado, encontra-se em incursão de pré-campanha na Baixada Ocidental, onde visitará vários municípios e encerrará a programação na noite deste domingo com um grande comício em São Bento. A visita política aos municípios da região é mais um item da programação que prevê sua passagem por todos os 217 municípios até julho.

Ele já esteve em boa parte dos municípios de todas as regiões do Maranhão, a começar pela Região Tocantina, onde escolheu sua candidata a vice, a empresária Elaine Cortez (PSD). Além de Imperatriz, sua agenda já o levou a Timon, Caxias, Codó, Peritoró, Santa Inês, Balsas, Grajaú, Barra do Corda, Vargem Grande entre outros municípios-polo, visitando também dezenas de cidades nos seus entornos.

Mesmo em maratona no interior, Eduardo Braide não descuida de São Luís e da Ilha de Upaon Açu como um todo. Católico militante, ele participou, na última quinta-feira, ao lado da prefeita Esmênia Miranda (PSD), da grande celebração do Corpus Christi, que levou milhares de católicos ao estádio Castelão. Ali, foi muito aplaudido quando sua presença foi registrada pelos autofalantes.

No campo das definições, Eduardo Braide se antecipou na escolha do vice, mas ainda não se manifestou em relação às vagas da sua chapa para o Senado.

São Luís, 07 de Junho de 2026.

Apoio declarado do prefeito de Imperatriz sinaliza que Eliziane ganhou força como candidata preferencial de Lula ao Senado

Rildo Amaral declara apoio a Eliziane Gama

A corrida às duas cadeiras no Senado continua embaralhada, mas, como estava escrito nas estrelas, algumas definições importantes começam dar uma feição à disputa. E o melhor exemplo disso aconteceu ontem em Imperatriz, onde o prefeito Rildo Amarão (PP), completou o seu quadro de candidatos a senador ao declarar apoio à senadora Eliziane Gama (PT). A declaração do prefeito, feita em ato político com a presença de prefeitos e vereadores da Região Tocantina, surpreendeu meio-mundo político, causou espanto em alguns, mas seguiu a lógica dos que estão atento aos movimentos de algumas pré-candidaturas à Câmara Alta. Rildo Amaral já tem também como pré-candidato a senador o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP), seu aliado de primeira linha e um dos grandes responsáveis pela sua eleição para o comando do segundo maior e mais importante colégio eleitoral do Maranhão.

A declaração de apoio do prefeito de Imperatriz foi uma espécie de rompimento de amarras em relação à candidatura da senadora à reeleição. Isso porque muitos prefeitos vinham alimentando indefinição por não estarem bem situados no contexto dessa corrida ao Senado. O posicionamento do prefeito Rildo Amaral, que assim definiu a dupla de candidatos que apoiará ao Senado, certamente servirá de referência para colegas dele, como os que comandam municípios do porte de Paço do Lumiar, Caxias, Timon, Codó, entre outros de grande e médio porte, já definiram seu apoio a um pré-candidato, e agora podem ser estimulados e fazer a segunda opção.

Eliziane Gama viveu uma situação de absoluta indefinição enquanto permaneceu no PSD, soube com clareza, que por uma série de razões não seria ungida como líder de proa no projeto eleitoral de Eduardo Braide (PSD). A reviravolta se deu com a sua filiação ao PT, a convite do presidente Lula da Silva, que não só abonou a sua ficha de filiação, como também foi apontada por ele e pelo comando do partido como a candidata preferencial para o Senado no Maranhão, tendo como o senador Weverton Rocha (PT) como a outra opção. Desde então, a senadora vem virando fortemente o jogo político, esperando colher os frutos eleitorais dessa guinada.

Ao receber a declaração de apoio do prefeito Rildo Amaral, que justificou informando que o gesto é a sua resposta ao trabalho que a senadora tem feito por Imperatriz, Eliziane Gama entra forte numa seara que já tinha o ex-ministro André Fufuca como primeira opção. Isso quer dizer que, pela lógica, ela vai brigar ali com o senador Weverton Rocha, que não tem sido feliz com resultados eleitorais na sua terra natal, e com o ex-senador Roberto Rocha (Novo), que se movimenta para atrair os votos da extrema-direita tocantina, a exemplo do que vem fazendo em todo o Maranhão. E poderá enfrentar ainda a deputada federal Roseana Sarney, se o partido dela, o MDB, promover uma costura interna e a lançar candidata – o que, ao que parece, não está sendo fácil.

Na previsão de um petista de proa, o cacife político da senadora Eliziane Gama deve aumentar significativamente com o provável apoio de um grupo expressivo de prefeitos, a começar pelo de Codó, Chiquinho da FC, filiado ao PT e que já declarou apoio a Weverton Rocha, estando previsto que ele se manifestará ao favor de Eliziane Gama. De acordo com os estrategistas do PT, a pré-candidatura de Eliziane Gama à reeleição se tornará mais forte à medida que o que eles chamam de “eleitorado de Lula” for assimilando que ela é a candidata preferencial do presidente, o que, para eles, ocorrerá durante a campanha.

Ah! Vale registrar que a declaração de apoio do prefeito Rildo Amaral à senadora Eliziane Gama foi uma resposta fulminante da senadora à deputada estadual de extrema direita Mical Damasceno (Republicanos), que na semana passada bradou, de alto e bom som, que a parlamentar petista teria sido “despachada” pelo eleitorado evangélico, o que não é verdade, segundo quem conhece essa seara.

PONTO & CONTRAPONTO  

Maura Jorge tenta viabilizar filho em São Luís, onde a filha e o genro têm base eleitoral

Maura Jorge e Rui Nato selam aliança com Edson Gaguinho,
entrando na seara de Thay Evangelista e Neto Evangelista

Depois de uma incursão em municípios de diversas regiões do estado, a prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (PSDB)), desembarcou em São Luís para montar barraca em busca de apoio eleitoral à pré-candidatura do seu filho, Rui Neto (MDB), à Assembleia Legislativa. Na Capital, ela deu a arrancada articulando uma aliança com o vereador Edson Guaguinho (PV).

Chamou a atenção o fato de, primeiro, esse apoio inicial não haver partido inicialmente da irmã dele, a vereadora Thaty Evangelista (Republicanos). A explicação está no fato de que Thaty Evangelista é esposa do deputado Neto Evangelista (MDB), cuja base principal das suas votações é exatamente São Luís.

Essa fato cria, em princípio, uma certo embaraço, indicando que as famílias Jorge e Evangelista podem estar vivendo um conflito de interesses eleitorais. Isso porque crias o projeto cria dificuldades para Neto Evangelista buscar votos em Lago da Pedra, onde a prefeita Maura Jorge tem enorme poder de fogo e vai, claro, concentrar esse poder na eleição de Rui Neto.

Na contramão, não há dúvida de que, mesmo levando em conta o fato de que São Luís tem um eleitorado de mais de 800 mil votos, Neto Evangelista certamente vive o desconforto de um “parente” invadir a sua seara eleitoral, e muito provavelmente conta com o apoio da vereadora Thay Evangelista.

A situação se tornará mais curiosa e complicada se o deputado Neto Evangelista se tornar pré-candidato a vice-governador na chapa de Orleans Brandão (MDB). Nesse caso, a vereadora Thay Evangelista será candidata a deputada estadual na vaga do marido e enfrentará o irmão, em São Luís e em Lago da Padre.

A pergunta é: no caso de o confronto eleitoral vir a se dar entre os irmãos, como se postará a prefeita Maura Jorge? Fará uma escolha ou vai jogar pesado para tentar eleger os dois?

Paulo Victor mergulha para ajustar gestão e garantir eleição de Beto Castro

Paulo Victor apoia fortemente a candidatura de
Beto Castro a presidente da Câmara Municipal

Depois de surpreender como uma espécie de “furacão” na política de São Luís, tendo chegado a se colocar como o grande adversário do então prefeito Eduardo Braide (PSD), o ainda presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Paulo Victor (PSB), movimenta-se hoje de maneira bem mais discreta no tabuleiro da política municipal, e sem a menor chance, pelo menos agora de ultrapassar a fronteira de São Luís aspirando alguma expressão estadual como candidato à Assembleia Legislativa.

Antes candidatíssimo à Assembleia Legislativa, o ainda vereador-presidente resume suas atividades em duas frentes: a primeira é tentar colocar um pouco de ordem na sua gestão, que vem sendo duramente acusada de descontrole administrativo e financeiro, e a segunda é tentar garantir a eleição do vereador Beto Castro (Avante) à sua sucessão.

Na avaliação de um vereador, que prefere não se identificar, o presidente Paulo Victor tem muito mais possibilidade de eleger o sucessor do que colocar ordem no que ele chamou de “grandes problemas administrativas”, principalmente no que diz respeito à administração financeira do parlamento municipal. E chama a atenção para o fato de que “alguns colegas já começam a critica-lo”. Ele, por enquanto, não pretende entrar em confrontos sobre o assunto, mas vai ter de encarar o debate, mais cedo ou mais tarde.

O apoio aberto e intenso à candidatura de Beto Castro é visto por muitos como uma espécie de garantia de que a mudança de comando no Palácio Pedro Neiva de Santana não implicará questionamentos à sua gestão.  

São Luís, 06 de Junho de 2026.

Orleans e Camarão estão à procura dos seus companheiros de chapa

Orleans Brandão e Felipe Camarão procuram vices

Os companheiros de chapa dos pré-candidatos ao Governo do Estado Orleans Brandão (MDB) e Felipe Camarão (PT), ainda não escolhidos, podem ser definidos e anunciados a qualquer momento, podendo também a escolha ser jogada para a frente, para que sejam feitas até feitas em momentos mais próximos das convenções partidárias, que pelo Calendário Eleitoral estão programadas para entre a última quinzena de julho e a primeira quinzena de agosto. O fato é que Orleans Brandão encontra-se empenhado na busca de um vice preferencialmente de São Luís, enquanto Felipe Camarão ainda tem muitos ajustes a fazer no seu projeto de candidatura antes dessa escolha, que deverá ser tomada em acordo com o partido.

A história recente tem mostrado que a escolha de um vice é bem mais complexa do que juntos imaginam. Isso porque parte deles se acomodam na conforto da “expectativa de direito”, enquanto outros encontram nesse posto a base para voos mais altos. Há vices que querem ter participação ativa administrativa ou política (caso de João Alberto no Governo Epitácio Cafeteira, por exemplo), assim como há vice se comportam na linha definida pelo governador (caso do Carlos Brandão no Governo Flávio Dino). Há também vices que se transformam em problemões para os governadores (caso de João Rodolfo no Governo Luiz Rocha). E, finalmente, há o “vice-perfeito” (caso da atual prefeita de São Luís, Esmênia Miranda)

 No cenário atual, apenas o pré-candidato a governador Eduardo Braide (PSD), preencheu a vaga de vice, escolhendo a empresária tocantina Elaine Cortez (PSD), um perfil ainda a ser avaliado. Orleans Brandão e Felipe Camarão, que têm situação e condições políticas muito diferentes. O primeiro busca um nome em São Luís, e o segundo ainda não sinalizou onde buscará um vice no cenário geopolítico estadual. Avaliam se deve ser mulher, se pode ser um artista, um político de renome, um trabalhador, um empresário, ou alguém com outro perfil, contanto que seja um cidadão(ã) com representatividade, que possa transformar prestigio em voto.

A inclinação de Orleans Brandão por um nome de São Luís ou da Ilha de Upaon Açu tem uma explicação política lógica: ele quer fazer o contraponto à escolha de Eduardo Braide, o seu principal adversário, que lidera largamente e foi buscar sua vice em Imperatriz, onde espera reverter a vantagem que o emedebista tem ali. Já examinou vários nomes, entre eles o ex-prefeito Edivaldo Jr., a deputada estadual Helena Duailibe, a primeira-dama de Paço do Lumiar Maedja Campos e o deputado estadual Neto Evangelista, por exemplo. Mas pode decidir por um nome de expressão política estadual, que pode ser a deputada presidente da Assembleia Legislativa Iracema vale (MDB), entre outros. O fato é que, depois de uma agitação causada pela escolha feita por Eduardo Braide, Orleans Brandão tirou o pé do acelerador e resolveu escolher com mais calma.

A situação de Felipe Camarão é bem diferente. Ele ainda está assimilando a confirmação da sua candidatura, só confirmada na última segunda-feira (01). No momento, segundo fonte próxima a ele, o vice-governador pretende, primeiro, organizar integralmente a sua pré-candidatura, afinar a sua relação com o PT e seus aliados, tentar ampliar o arco de aliança em torno do seu projeto, para então pensar na escolha do seu vice. Uma decisão já parece tomada: não será um nome do PT, mas pode sair das fileiras do PCdoB ou do PSB, embora os socialistas estejam empenhados na construção de uma relação com Eduardo Braide. E até agora nenhum nome foi ventilado para ser o vice do pré-candidato do PT ao Governo do Estado.

Como está posto, o emedebista Orleans Brandão se movimenta sem muita pressa para encontrar um nome em São Luís, que lhe agregue prestígio e votos, enquanto o petista Felipe Camarão ainda está se organizando para começar a pensar no assunto.

PONTO & CONTRAPONTO

Após incursão na Região Tocantina, Braide participa hoje do Corpus Christi em São Luís

Eduardo Braide e Elaine Cortez almoçando
num restaurante em Imperatriz

Recém chegado de uma incursão na Região Tocantina, com uma intensa movimentação em Imperatriz ao lado da companheira de chapa Elaine Cortez, Eduardo Braide, pré-candidato do PSD ao Governo do Estado, participará hoje, em São Luís, da programação do Corpus Christi, cujo ponto alto será o grande evento a ser realizado no Castelão.

Católico praticante, daqueles que vão à missa aos domingos e cumpre rigorosamente o roteiro litúrgico dos atos do catolicismo, Eduardo Braide divulgou ontem um vídeo em que ele convida a comunidade católica de São Luís para participação da celebração.

Na incursão na Região Tocantina, ele foi a Porto Franco, onde participou de reuniões políticas e esteve em Sítio Novo, onde visitou os estandes da ExpoSítio e conversou com empresários sobre a produção de grãos na região. Em Imperatriz, Eduardo percorreu o calçadão coberto, onde se concentra o comércio lojista da metrópole tocantina, e de lá saiu empolgado com a recepção.

Novo não consegue decolar com Lahesio ao Governo e Roberto Rocha ao Senado

Lahesio Bonfim e Roberto Rocha:
dobradinha ainda não decolou

Por mais que o presidente Leonardo Arruda, o pré-candidato a governador Lahesio Bonfim e o pré-candidato ao Senado Roberto Rocha, uma certeza corre no meio político que a situação dentro do braço maranhense do partido Novo é de desânimo.

O primeiro fator desse estado de ânimo é o emperramento do projeto de candidatura de Lahesio Bonfim ao Palácio dos Leões, que já começa a sinalizar uma marcha à ré. Ele começou como o principal adversário de Eduardo Braide (PSD), perdeu a posição para Orleans Brandão (MDB), e ninguém duvida de que em pouco tempo perderá a terceira posição para Felipe Camarão, pré-candidato do PT.

O ex-senador Roberto Rocha entrou com o um furacão na corrida ao Senado, liderando com o senador Weverton Rocha (PDT) a disputa pelas duas cadeiras. Só que as últimas pesquisas, em especial a mais recente, do INOP, indicaram uma tendência de queda, principalmente depois da entrada de Duarte Jr. (Avante). Ou seja, depois de meses de folga, o ex-senador começa a sentir a mudança de ares.

A, finalmente, o Novo vem enfrentando muitas dificuldades para montar chapas de candidatos à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa.

Pelo menos até aqui, o braço maranhense do Novo não conseguiu decolar.

São Luís, 04 de Junho de 2026.

Incrível: anúncio do PT colocou Weverton nos palanques de Orleans e de Camarão

Weverton Rocha se tornou candidato de
Orleans Brandão e de Felipe Camarão

O anúncio de que o senador Weverton Rocha (PDT) será apoiado pelo PT, que tem o vice-governador Felipe Camarão como pré-candidato ao Palácio dos Leões, produziu uma situação inusitada, que vários políticos experimentados não conseguiram explicar nem souberam prever no que vai dar. O nó cego: o senador Weverton Rocha é também o pré-candidato a senador do MDB, que tem Orleans Brandão como pré-candidato a governador. Isso produziu uma pergunta que ninguém respondeu: qual dos dois candidatos o senador apoiará para ser o sucessor do governador Carlos Brandão (MDB)? Pedirá votos para o petista Felipe Camarão, ou marchará mesmo com o emedebista Orleans Brandão?

A questão, politicamente espantosa, ganhou forma na tarde/noite de segunda-feira (01), quando o presidente nacional do PT, Edinho Silva, após se reunir com o comando estadual do partido, anunciou, em entrevista coletiva, a confirmação da pré-candidatura de Felipe Camarão ao Governo e a da senadora Eliziane Gama à reeleição. E, para a surpresa de muitos, anunciou também a decisão do comando nacional petista e do presidente Lula da Silva de apoiar a pré-candidatura do senador Weverton Rocha à reeleição.

A lógica política foi perturbada e desenhou a tremenda contradição, baseada inclusive no fato de que candidatura a senador é sempre “casada” com a candidatura a governador. O novo rascunho gerou outra indagação: como é possível um senador candidato à reeleição frequentar os palanques de dois adversários que se batem, de maneira dura, pelo Governo do Estado? A regra política universal reza que para ter o apoio do MDB, o senador teria, obviamente, de declarar apoio incondicional ao emedebista Orleans Brandão. Da mesma maneira, para receber o aval do PT, ele naturalmente teria de declarar apoio a Felipe Camarão nas mesmas condições. Não há como ser diferente, porque não existe uma fórmula que dê sentido a essa situação.

Na segunda-feira da semana passada (25/05), em meio a grande boataria sobre o seu destino, o senador Weverton Rocha reuniu aliados, entre eles Orleans Brandão, que é também presidente do MDB, a quem declarou apoio incondicional, de corpo presente, tendo ouvido dele a contrapartida de que será o seu candidato ao Senado. A posição, referendada pela presidente da Alema, deputada Iracema Vale e por todas as lideranças do MDB e de diversos partidos presentes ao evento. Naquele momento, o Maranhão e o meio político tomaram conhecimento que Weverton Rocha marcharia incondicionalmente com Orleans Brandão.

Esse roteiro, porém, foi radicalmente alterado na última segunda-feira (01/06), quando o presidente nacional do PT anunciou a bomba: o senador Weverton Rocha terá também o apoio do PT. Em seguida, ele confirmou a bombástica decisão em reunião partidária aberta, mas em nenhum momento disse se o senador marchará como aliado incondicional do candidato petista a governador Felipe Camarão.

Chama também a atenção o fato de que o próprio senador Weverton Rocha não se manifestou sobre o assunto. É sabido que depois do ato em que ele lançou a sua candidatura ao lado de Orleans Brandão, embarcou para Brasília, onde se reuniu com o presidente Lula da Silva, a quem pediu apoio. Conforme o presidente petista Edinho Silva, o presidente decidiu avalizar o projeto de reeleição do senador pedetista, mesmo sabendo da sua forte ligação com a candidatura do emedebista Orleans Brandão. O que o petista Felipe Camarão acha disso?

Já se sabia que a corrida às duas vagas no Senado seria dura, complicada, imprevisível e, em certa medida, espetacular. Mas nem o mais arguto observador da cena política poderia imaginar que ela produziria uma equação tão desprovida de lógica e de sentido quanto essa. Tanto que caberá ao próprio senador Weverton Rocha, do alto do seu impressionante poder, escolher se irá com Orleans Brandão ou com Felipe Camarão, ou, se preferir, com os dois, ora no palanque emedebista, ora no palanque petista.

PONTO & CONTRAPONTO

Apoio a Weverton fechou as portas para Fufuca no PT e no MDB e pode empurrá-lo para Braide

André Fufuca pode ser candidato
em aliança com Eduardo Braide

A decisão do PT de apoiar o projeto de reeleição do senador Weverton Rocha (PDT) produziu outra situação: fechou as portas do PT e do MDB para o ex-ministro André Fufuca (PP), que agora caminha para uma possível, mas ainda improvável, aliança com o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide.

No caso do PT, o anúncio do presidente do partido se deu no exato momento em que André Fufuca entabulava conversações com a direção estadual com o objetivo de se viabilizar para fazer dobradinha com a candidata petista Eliziane Gama. Ele teve uma “boa conversa” com a presidente estadual Patrícia Carlos e com o ex-presidente Francimar Melo, tendo manifestado otimismo.

A decisão anunciada pelo presidente nacional apontando o senador Weverton Rocha com o outro candidato do partido desmontou a estratégia do ex-ministro André Fufuca, que foi muito elogiado por Edinho Silva.

No caso do MDB, a definição de Weverton Rocha como candidato do partido à reeleição, André Fufuca poderia batalhar para ser o nome para a outra vaga. Ocorre que a indicação para essa vaga de candidato a senador está suspensa até que o “fator” Roseana Sarney seja resolvido de vez. Será ela candidata ao Senado? Preferirá renovar o mandato de deputada federal? Ninguém sabe. O que se sabe é que há prós e contras dentro do MDB em relação ao projeto senatorial. Mas há quem diga que se ela quiser mesmo tem meios de viabilizar sua candidatura no partido.

A indefinição em relação a Roseana Sarney impossibilita André Fufuca de atuar forte nos bastidores do partido para abrir o espaço. E por isso o ex-ministro pode dar uma guinada na direção de Eduardo Braide (PSD).

Iracema mantém seu futuro indefinido, mas faz campanha forte por Orleans no interior

Iracema Vale em conversa, ontem,
com alunos da UNDB em visita
à Assembleia Legislativa

Em meio às intensas especulações a respeito de como ela irá para as urnas, se como candidata à reeleição, a deputada federal, a senadora ou a vice-governadora, a deputada-presidente Iracema Vale (MDB) cumpre uma agenda para quem tem fôlego, disposição e está determinada a alcançar certo objetivo.

Nas conversas informais, ela tem afirmado que está trabalhando por novo mandato na Assembleia Legislativa, usando sempre a tangente de entregar o seu futuro “a Deus”. Mas nos bastidores corre que a chefe do Poder Legislativo continua como nome forte para o Senado, caso a deputada federal Roseana Sarney resolva renovar o seu mandato.

Iracema Vale também é nome destacado na lista de “vice-governadoráveis”, embora interlocutores próximo a ela digam que não é exatamente o seu projeto.

Enquanto “Deus” se manifesta e resolve como ela caminhará para as urnas, Iracema Vale se divide, agora com mais intensidade, à gestão do Poder Legislativo, ao comando das seções, e de agendas pelos municípios, onde vem pregando fortemente na defesa da pré-candidatura do emedebista Orleans Brandão, aqui e ali disparando petardos na direção de Eduardo Braide (PSD).

São Luís, 03 de Junho de 2026.

PT confirma candidatura de Camarão aos Leões, lança Eliziane e Weverton ao Senado, descarta dois palanques, mas não rompe com Brandão

Edinho Silva confirma pré-candidaturas de Felipe Camarão
ao Governo e de Eliziane Gama e Weverton Rocha ao Senado

O candidato do PT e do presidente Lula da Silva ao Governo do Estado é o vice-governador Felipe Camarão e os candidatos ao Senado serão a senadora Eliziane Gama (PT) e o senador Weverton Rocha (PDT). A candidatura de Felipe Camarão não é uma invenção dele. Ele foi escolhido pelo presidente Lula da Silva. Não haverá palanque duplo na campanha de Lula da Silva no Maranhão, mas a decisão do PT de lançar candidato próprio ao Governo não significa rompimento com o governador Carlos Brandão (MDB). O PT e o presidente Lula da Silva têm a convicção de que os seus eleitores serão os eleitores de Felipe Camarão e o levarão ao segundo turno.

Essas foram, em resumo, as decisões anunciadas ontem, em São Luís, pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, encerrando um longo período de indefinição e incertezas em relação ao rumo que o PT tomaria nas eleições no Maranhão. O elenco de posições encerrou de vez o debate interno do braço maranhense do PT, restando aos seus candidatos e às suas lideranças arregaçarem as mangas e saírem a campo e construir a viabilidade dessas candidaturas, as quais se somarão a chapas de para a Câmara Federal e para a Assembleia Legislativa. “Não pode o presidente Lula ser a liderança mais votada da história do Maranhão e o seu partido não ter representatividade”, disparou Edinho Silva, num recado direto às liderança petistas no estado.

Com esse posicionamento, definitivo, segundo o próprio presidente do PT, o partido descarta qualquer diálogo com o governador Carlos Brandão no que diz respeito à disputa pelo Governo do Estado, numa decisão bem simples: o governador não quis apoiar a pré-candidatura de Felipe Camarão e o presidente se seu partido decidiram não apoiar o pré-candidato de Orleans Brandão. Mas Edinho Silva fez questão de deixar claro que isso não significa um rompimento com o mandatário maranhense: “Nós escolhemos o caminho de lançar uma candidatura própria. Vamos conversar no futuro”. Ou seja: num eventual segundo, independentemente de quem chegar lá, as cartas serão novamente colocadas na mesa.

Edinho Silva também confirmou a chapa para o Senado: Eliziane Gama e Weverton Rocha, ambos pré-candidatos à reeleição. Eliziane Gama foi definida no dia em que migrou do PSD para o PT, sua antiga casa, e a explicação está no fato de que ela não arredou um milímetro da condição de aliada do Governo e do presidente Lula da Silva no Senado e no Congresso Nacional, pagando, às vezes, preço alto, pessoal e político, mas sem abrir mão das suas convicções. Já o senador Weverton Rocha foi ungido à condição de candidato pela sua condição de aliado firme do Governo e também por conta da aliança nacional do PDT com o PT, construída em grande medida por ele próprio dentro do partido.

Na sua fala, o líder petista destacou o respeito que o presidente Lula da Silva e o partido têm pelo deputado federal e ex-ministro André Fufuca (PP), pré-candidato ao Senado e que na semana passada procurou a direção estadual do PT num movimento em que buscava o apoio da legenda. “O presidente Lula tem um imenso reconhecimento por André Fufuca, que foi um grande ministro. Quando pressionado pelo seu partido, o Progressistas, ele se manteve fiel ao presidente Lula”. O partido não o apoiará, mas não fechará portas ao diálogo.

O dirigente petista afirmou, categoricamente, que o PT maranhense está unido em torno de Felipe Camarão. Segundo uma fonte petista, durante a reunião com as lideranças do partido, Edinho Silva teria avisado que a direção nacional não aceitará que candidatos petistas apoiem outro candidato a governador. Isso cria um enorme embaraço para pré-candidatos petistas fortes, como a professora Cricielle Muniz, candidata a deputada estadual alinhada a Orleans Brandão, para citar apenas um de vários exemplos.

Em resumo: confiando no prestígio eleitoral do presidente Lula da Silva no Maranhão, o PT vai para a briga pelos Leões e pelas vagas no Senado, arquivando de vez todas as dúvidas que haviam nessa seara.   

PONTO & CONTRAPONTO

Roberto Costa reuniu milhares de mães bacabalenses em festa própria em que as homenageia há 16 anos

Roberto Costa com Orleans Brandão em meio a mães e mostrando
o tamanho da multidão presente à 16ª Festa das Mães

As milhares de pessoas que superlotaram a área externa do Centro Cultural de Bacabal, na noite de domingo (31/05), levaram muita gente a achar que se tratava de um evento da Prefeitura de Bacabal, mas o megaevento era, na verdade, a 16ª Festa das Mães de Roberto Costa, promovida pelo político Roberto Costa (MDB), e não pelo prefeito de Bacabal. Animada por show de um cantor paraense, a 16ª Festa das Mães distribuiu muitos prêmios, como o sorteio 30 pix de R$ 1 mil, 10 bicicletas elétricas, quatro motos e um automóvel zero, mantiveram a grandeza do evento, que já ganhou o status de tradição.

Usando o mesmo formato de 16 anos atrás, quando realizou a primeira Festa das Mães de Roberto Costa em Bacabal, o político viu na de domingo a maior de todas realizadas até agora. E ganhou mais peso quando Roberto Costa anunciou a presença de um convidado: Orleans Brandão, candidato do MDB ao Governo do Estado, que cumpria agenda com vereadores em Bacabal.

 Ao longo de horas de alegria e vibração das milhares de participantes, a 16ª Festa das Mães de Roberto Costa chegou ao ponto culminante com a realização de cinco superbingos. Os quatro primeiros sortearam motos, com as mães vibrando a cada sorteio. E o mais esperado sorteou um automóvel Fiat Mobi, que levou a multidão a uma explosão de alegria. O prêmio foi dividido pelas mães Luana Kerlen e Maria Oliveira, que preencherem suas cartelas com os mesmos números.

Após o sorteio, Roberto Costa homenageou Clarice Carvalho, quilombola mãe de Ágatha Isabelly e Allan Michael, desaparecidos desde o dia 4 de janeiro, e Mariana Carvalho, influenciadora digital bacabalense cujo foco nas redes sociais são os desafios da maternidade atípica. As duas foram intensamente aplaudidas pelas mães presentes.

 Evento bancado com recursos próprios e doações, como todas as 15 edições anteriores, a 16ª Festa das Mães de Roberto Costa movimentou a pequena economia de Bacabal, abrindo oportunidade para dezenas de vendedores ambulantes.

Vale registrar que as mães de Bacabal foram homenageadas com a uma grande festa da Prefeitura de Bacabal no tradicional segundo domingo de maio, esta comandada pelo prefeito Roberto Costa.

Maranhãozinho vai apoiar Bolsonaro e Weverton, pode avalizar Fufuca, e está indefinido na disputa pelos Leões

Josimar de Maranhãozinho: mesmo cassado
e inelegível tem muita força política

Cassado e inelegível, mas firme no comando do PL maranhense – hoje sob a presidência da deputada estadual Fabiana Vilar, política da sua mais absoluta confiança, o (ex)deputado Josimar de Maranhãozinho mostrou ontem como ele e o seu partido vão se posicionará em relação a candidaturas majoritárias (presidente, senador e governador) nas eleições de outubro. Avisou que vai levar o PL a seguir a orientação do comando nacional de fazer campanha pelo pré-candidato do partido ao Palácio do Planalto, senador Flávio Bolsonaro (RJ), e em relação à vagas no Senado, já decidiu que apoiará o senador Weverton Rocha (PDT) e está inclinado a apoiar o projeto senatorial do deputado federal André Fufuca (PP). Já em relação à eleição para governador, Josimar de Maranhãozinho disse que nada tem de definido, mas que ele está “conversando”.

O apoio a Flávio Bolsonaro seria naturalíssimo não fosse a velha e profunda rusga que Josimar de Maranhãozinho tem com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que quando presidente o chamou de corrupto em alto e bom som e pressionou fortemente o presidente nacional do PL, Waldemar Costa Neto, para intervir no partido e tirar o parlamentar do controle da agremiação no Maranhão. A intervenção só não foi feita porque Costa Neto se recusou, numa conversa tensa com Jair Bolsonaro. E para sepultar a refrega, veio ao Maranhão e declarou apoio a Josimar de Maranhãozinho.

O apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro agora declarado não foi ato contínuo ao lançamento da pré-candidatura. Houve um período de maturação, já que, por conta da rusga com o pai, o deputado não era tão próximo do senador. Conversas intermediadas por Waldemar Costa Neto resultaram na definição.

No que diz respeito ao aval de Josimar de Maranhãozinho projeto de reeleição do senador Weverton Rocha não há nenhuma surpresa, uma vez que, como o próprio deputado afirma, os dois são muito próximos, cultivando relação pessoal e política que se mostrou mais nítida nas eleições de 2022. Já em relação ao ex-ministro do Esporte André Fufuca, o caminho natural do PL no Maranhão será apoiá-lo, já que a direção nacional não aceitaria se ele declarasse apoio à senadora Eliziane Gama (PT), e porque é conhecida a distância que o separa do ex-senador Roberto Rocha.

A grande interrogação produzida ontem por Josimar de Maranhãozinho foi em relação à quem ele e o seu partido apoiarão para o Governo do Estado. Ele não manifestou inclinação por nenhum candidato e disse que está. No meio político, há quem diga que sua tendência é apoiar o ex-prefeito Eduardo Braide (PSD), embora haja quem garanta que o seu caminho será uma aliança informal com Orleans Brandão (MDB). Nesse quesito, é certo que ele não apoiará o vice-governador Felipe Camarão (PT), e até onde se sabe, não simpatiza com projeto eleitoral de Lahesio Bonfim (Novo).

Outra certeza que domina o meio político é que, por mais controvertido que seja, Josimar de Maranhãozinho é um cabo eleitoral poderoso.

São Luís, 02 de Junho de 2026.

Com discurso forte e coragem política, Duarte Jr. está sacudindo a disputa para o Senado

Duarte Jr.: coragem política
na corrida ao Senado

Gostem ou não os seus concorrentes na corrida eleitoral, e sobretudo os seus adversários, a entrada inesperada e avassaladora do deputado federal Duarte Jr. (Avante) estremeceu fortemente o tabuleiro no qual estavam se movendo os pré-candidatos às duas cadeiras do Maranhão no Senado. Ele desembarcou para valer por meio de uma pesquisa do AtlasIntel, feita por telefone e pela internet, que o apontou, juntamente com a senadora Eliziane Gama (PT) – ela em primeiro lugar e ele em segundo – como preferidos da maioria para as duas vagas. Ato contínuo, sua presença entre os favoritos da corrida senatorial foi confirmada na pesquisa INOP, que mostrou a deputada federal Roseana Sarney (MDB) bem à frente, com o senador Weverton Rocha (PDT) em segundo, e ele, Duarte Jr., logo atrás, numa situação clara de empate técnico, que envolveu também o ex-senador Roberto Rocha.

Apontada como “balão de ensaio”, a pré-candidatura ganhou mais definição entre uma pesquisa e outra, quando o Duarte Jr. divulgou um vídeo anunciando sua decisão de mirar uma cadeira no Senado. Com um discurso forte, ele afirma: “Não tenho dono, não tenho sobrenome poderoso nem nasci de família política. Meu compromisso sempre foi com as pessoas”. E prossegue: “Quando enfrentei os poderoso, tentaram me parar, porque quem luta de verdade incomoda. Mas foi justamente aí que eu tive ainda mais certeza: o Maranhão precisa de um político independente, com coragem”. Assim, anuncia: “E é com essa coragem que eu tomei a decisão mais importante da minha vida pública: eu sou pré-candidato a senador da República”. E justifica a decisão: “As estão exaustas, cansadas da velha política e de tanta corrupção”.

Convencido de que tomou a decisão certa, Duarte Jr. evidencia que a guinada não tem volta, e sugere que antes de alterar o curso natural em busca da reeleição, Duarte Jr. se municiou de informações sobre as suas possibilidades nessa disputa, e que os dados que avaliou indicaram que nela havia espaço para um político com o seu perfil e com o seu discurso. Isso porque Roseana Sarney é a expressão polida de uma era política em extinção, e que exatamente por isso não está motivando o seu próprio partido, o MDB, a apoia-la. Weverton Rocha tenta a reeleição bombardeado duramente por suspeitas de envolvimento em situações nada republicanas no porões de Brasília. E Roberto Rocha representa uma direita radical galvanizada pelo bolsonarismo, cuja face real ganha mais forma a cada dia. Numa outra vertente, prece encarar o projeto de reeleição da senadora Eliziane Gama como item de interesse do Palácio do Planalto, e a pré-candidatura do deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP) como uma iniciativa politicamente normal.

Quando fala de combate à velha política, Duarte Jr. mostra que não faz concessões a ações não republicanas nesta seara, como mostram três episódios. O primeiro foi a sua denúncia contra o deputado Edson Araújo, então colega de partido PSB, levando-o ao Conselho de Ética da Alema e à CPMI do crime contra os aposentados do INSS. Segundo: dois dias depois de se filiar ao União Brasil, disparou chumbo grosso contra o senador Ciro Nogueira, presidente do PP, apontando-o como corrupto, sendo obrigado a deixar o União, que é parceiro do PP em federação. E, finalmente, nesta semana, ele afirmou que não permaneceu no União também porque se recusou a atender a dois pedidos do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União), presidente do partido no estado: que votasse a favor da inaceitável PEC da Blindagem e retirasse da CPMI do INSS o requerimento de convocação do banqueiro-bandido Daniel Vorcaro (Master).

Muitos tentam pregar na gravata do deputado Duarte Jr. pechas como “imprudente”, “inconsequente”, entre outras. O fato, porém, é que, à sua maneira desassombrada, ele diz coisas que muitos políticos tentam esconder, e por isso é reconhecido na Câmara Federal, onde também tem atuação destacada como parlamentar e legislador. E é com esse perfil de político corajoso e defensor dos desvalidos que nas duas últimas semanas ele vem colocando a disputa para o Senado de pernas para o ar. Se vai chegar lá, isso só o tempo dirá.

PONTO & CONTRAPONTO

Neto Evangelista quebra “tradição” e coloca seu nome “à disposição” do MDB para ser vice de Orleans

Neto Evangelista:
“Estou à disposição”

As seguidas corridas pelo Palácio dos Leões têm mostrado que as vagas de candidato a governador têm sido disputadas sem rodeios, com os pretendentes dizendo abertamente o que querem. Já o preenchimento das vagas de candidato a vice-governador tem ocorrido de maneira inversa: raramente surgiram no cenário político pretendentes dizendo “Quero ser candidato a vice-governador”. O deputado estadual e vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa Neto Evangelista (MDB) decidiu quebrar essa “tradição” declarando-se interessado na vaga de vice na chapa do pré-candidato a governador Orleans Brandão (MDB). “Estou à disposição”, tem dito e repetido o parlamentar, sem que o comando emedebista sinalize pelo menos que vai analisar a oferta.

Observada com cuidado, a situação do deputado Neto Evangelista, um político bem sucedido até aqui, é delicada e está ameaçada por riscos evidentes à renovação do seu mandato parlamentar. Ele deixou o União porque o deputado federal Pedro Lucas Fernandes resolveu apostar alto para eleger o seu irmão, o ex-secretário de Desenvolvimento Social Paulo Casé. Neto Evangelista ingressou no chapão do MDB, onde estão baseados muitos “bons de voto” para a Assembleia Legislativa, entre eles a deputada-presidente Iracema Vale e o ex-prefeito de Imperatriz e ex-chefe da Casa Civil Sebastião Madeira, para citar apenas dois. Em que pese ser dono de bom cacife eleitoral, inclusive em São Luís, Neto Evangelista parece ter sentido a situação de risco eleitoral em que se meteu.

Sua iniciativa de se colocar como interessado na vaga de candidato a vice de Orleans Brandão cria-lhe uma situação embaraçosa com diversas pontas. Primeiro, a própria oferta coloca a cúpula do MDB numa situação sensível, que pode levá-la a dizer-lhe “sim”, mas também a dizer-lhe “não”. Afinal, a discussão sobre a escolha do vice do pré-candidato emedebista está posta há semanas, e até agora, o que se sabe é que a preferência de Orleans Brandão é por um nome de São Luís.

Um problema de peso: caso venha a ser escolhido vice do emedebista, Neto Evangelista abrirá mão da sua candidatura a deputado estadual, passando o seu espaço para sua esposa, a vereadora de São Luís Thay Evangelista (Republicanos), que correrá o risco de não se eleger. Até porque ela já tem um irmão, Rui Jorge Neto (Republicanos), candidato a deputado estadual, pelo qual sua mãe, a prefeita de Lado da Pedra Maura Jorge (Republicanos), está se desdobrando, inclusive atraindo duras críticas e denúncias da oposição lagopedrense. E mais do que isso, Maura Jorge estaria na lista dos “vice-governadoráveis” de Orleans Brandão.

Como se vê, o sempre bem articulado e bem sucedido deputado Neto Evangelista encontra-se numa teia de embaraços ao seu futuro político nessas eleições.

André Fufuca articula para ganhar o apoio do PT na corrida ao Senado

André Fufuca com Patrícia Carlos e
Francimar Melo: conversa com o PT

O deputado federal André Fufuca (PP) iniciou um nítido movimento para se tornar um dos nomes do PT ao Senado, para fazer, no caso, dobradinha com a senadora Eliziane Gama, já definida como candidata petista com as bênçãos do presidente Lula da Silva (PT). Na semana que passou, André Fufuca se reunião com a presidente estadual do PT, Patrícia Carlos, e com o ex-presidente Francimar Melo, com quem teve uma conversa franca e aberta sobre o eventual apoio do PT ao seu projeto senatorial.

Se esse movimento vai funcionar ou não, isso os desdobramentos dirão. Mas o fato é que André Fufuca, mesmo pertencendo ao PP, um partido claramente anti-Lula e presidido pelo senador Ciro Nogueira, que foi chefe da Casa Civil do Governo Jair Bolsonaro, André Fufuca está credenciado para pleitear o apoio do PT na sua corrida ao Senado.

O primeiro ponto é que André Fufuca apoiou o Governo Lula 3 desde o início, e o resultado dessa posição na Câmara Federal foi a sua nomeação o para o Ministério do Esporte. Na pasta, ele não apenas realizou um bom trabalho – contrariando as expectativas de muitos -, mas também se tornou um defensor da candidatura do presidente à reeleição. Por conta dessa posição, ele entrou em rota de colisão com o PP, cujo presidente, Ciro Nogueira, fez uma intervenção no partido no maranhão, tirando o ex-ministro da direção e entregando-a à deputada federal Amanda Gentil.

O fato indiscutível é que André Fufuca se credenciou para pleitear o apoio do PT. Por isso, não surpreendeu o registro da presidente petista Patrícia Carlos após o encontro: “Boa conversa com o deputado federal André Fufuca”.

São Luís, 31 de Maio de 2026.

Petistas de proa divergem sobre corrida aos Leões, mas estão alinhados ao projeto de reeleição de Lula

Lula tem o apoio de todas as correntes do PT e seus aliados

Por maiores que sejam as suas diferenças internas, causadas pelas divergências que movem as suas correntes, uma coisa o braço do PT no Maranhão tem mantido com uma unidade quase sagrada: o apoio ao projeto de reeleição do presidente Lula da Silva, o seu maior líder em todos os tempos. O partido está dividido na corrida ao Governo do Estado, com uma banda apoiando a pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT) ao Governo, enquanto outra defende aliança com o governador Carlos Brandão (MDB) em torno do pré-candidato do MDB, Orleans Brandão, existindo ainda um pequeno retalho petista que gostaria de ver o partido alinhado ao candidato do PSD, Eduardo Braide. Mas essas correntes encontram-se firmemente unidas na corrida do presidente Lula da Silva à reeleição.

Mais do que isso, a mobilização em torno do presidente Lula está aos poucos levando o PT a administrar as suas diferenças e formar consensos em diversas áreas, como a formação de chapas com candidatos ao partido à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa. E enquanto o consenso petista não chega à seara da disputa para o Palácio dos Leões, os petistas maranhenses vão se juntando em torno da senadora Eliziane Gama (PT), que concorre à reeleição e entabulando entendimentos para definir a preferência do partido para a outra vaga no Senado. São movimentos que revelam maturidade partidária na seara petista do Maranhão, mas também é reflexo direto dos movi mentos feitos pelo presidente Lula da Silva em relação ao cenário político estadual.

O partido já superou muitas diferenças em relação à composição da chapa para a Assembleia Legislativa, que vai abrigar, por exemplo, a neopetista Luanna Rezende, ex-prefeita de Vitorino Freire a irmã do deputado federal Juscelino Filho – que apesar de ter assumido o comando do PSDB no Maranhão, apoia declaradamente a reeleição do presidente Lula – e a militante raiz professora Cricielle Muniz, que faz campanha aberta para Orleans Brandão para o Governo do Estado, descartando, pelo menos até aqui, apoiar o pré-candidato petista Felipe Camarão. As duas pré-candidatas ao parlamento estadual são lulistas roxas e estão em campanha aberta pela reeleição do presidente.

O mesmo acontece com o rascunho da chapa do PT maranhense à Câmara Federal do PT maranhense à Câmara Federal, onde existem diferenças profundas em relação a outros temas, como a disputa para o Governo, por exemplo, abala a unidade dos pré-candidatos em relação à reeleição presidencial. Candidato à reeleição, o deputado federal Rubens Jr., um dos destaques da atual bancada do PT, está firmemente posicionado pela pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão ao Governo, enquanto o ex-vice-governador Washington Oliveira, que lidera uma forte corrente do partido, vinha defendendo apoio petista a Orleans Brandão. Apesar do abismo que os separa em relação a disputa ao Governo, Rubens Jr. e Washington Oliveira estão alinhados ao projeto eleitoral do presidente da República.

Esse consenso pró-Lula no PT maranhense se reflete na corrida ao Senado, na qual o partido está abraçando a pré-candidatura da senadora Eliziane Gama, pré-candidata ao Senado com o aval pessoal do presidente Lula da Silva, e que está alinhada à pré-candidatura de Felipe Camarão ao Governo. No contrapeso, senador Weverton Rocha (PDT), que tenta obter o apoio do presidente do PT ao seu projeto de reeleição e está na linha de frente da pré-candidatura de Orleans Brandão. Além disso, o deputado federal e ex-ministro André Fufuca (PP), que sem espaço na seara brandonista e reticente quando a uma aliança com Eduardo Braide, trabalha agora para ser o outro candidato do PT ao Senado. Por mais distantes que estejam, Eliziane Gama, Weverton Rocha e André Fufuca estão plenamente alinhados pela reeleição de Lula da Silva.

Nesse contexto de muitas divergências, Lula da Silva consegue até ser o candidato do petista Felipe Camarão e do a principal adversário dele nesse momento, Orleans Brandão, que também é lulista declarado.

PONTO & CONTRAPONTO

Duarte Jr. turbina pré-campanha ao Senado com prêmio que o aponta entre os melhores do Congresso Nacional

Duarte Jr. exibe o Prêmio
que recebeu pela quarta vez

O deputado federal Duarte Jr. (Avante) vai passar o fim da semana com todos motivos de sobra para estar com sorriso largo e a autoconfiança nas alturas. Depois de entrar quase abruptamente na corrida ao Senado, aparecendo na pesquisa AtlasIntel em segundo lugar na preferência do eleitorado, na semana anterior, praticamente confirmando essa posição na pesquisa INOP, na qual despontou em terceiro, brigando com o senador Weverton Rocha, o congressista foi brindado com o Prêmio Excelência Parlamentar, que destacou sua atuação no Congresso Nacional.

É a quarta vez que Duarte Jr. pontifica entre os melhores e mais atuantes do Congresso Nacional, e isso se dá pela seriedade e a intensidade com que atua no plenário e nas Comissões Técnicas da Câmara Federal, como foi o caso recente da CPMI do INSS, da qual foi vice-presidente e responsável por alguns dos seus momentos mais agitados e produtivos.

Duarte Jr. tem atuação forte nas áreas de educação, defesa da mulher e proteção animal, marcando também presença destacada no cenário político, como foi o caso da posição desassombrada que assumiu em relação ao senador Ciro Nogueira, o todo-poderoso presidente do PP, a quem acusou de corrupção ao eclodir as denúncias do Caso Master. Suas posições levaram o deputado estadual Edson Araújo a ser apontado como um destacado envolvido no escândalo do INSS, e devem levar o suplente de deputado federal no exercício temporário do mandato Ribeiro Neto (Solidariedade) ao Conselho de Ética da Câmara Federal por violência doméstica e agressão contra sua mulher.

Para quem não sabe, o Prêmio Excelência Parlamentar é concedido pela Ranking dos Políticos, uma organização que acompanha e avalia a atuação de deputados federais e senadores nos itens presença nas sessões, produção legislativa, responsabilidade na utilização dos recursos públicos, transparência e compromisso com o interesse coletivo.

– Esse reconhecimento representa cada luta, cada fiscalização, cada projeto e cada voto que demos pensando em melhorar a vida das pessoas – declarou Duarte Jr. ao comentar a láurea.

A exemplo de 2022, quando apoiou Carlos Brandão, Clay Lago atua pela eleição de Orleans Brandão

Clay Lago em conferência e com as
mulheres que apoiam Orleans Brandão

A médica, militante política e ex-primeira-dama do estado Clay Lago entrou fortemente na pré-campanha de Orleans Brandão (MDB) ao Governo do Estado. Ela liderou ontem um “Encontro de Mulheres com Orleans Brandão”, no qual foram discutidos temas como a luta das mulheres por mais espaço e valorização e fortalecimento das políticas públicas voltadas para as mulheres no Maranhão. Cerca de duas centenas de mulheres, representando os mais diversos segmentos da sociedade organizada, compareceram.

A participação de Clay Lago na pré-campanha de Orleans Brandão tem peso político efetivo e simbólico. Isso porque, além da sua militância política, ela leva para a base do pré-candidato do MDB o prestígio póstumo do ex-governador Jackson Lago, falecido há uma década, mas cujo legado é expressivo e está intacto, em grande parte pela ação discreta mas eficiente da ex-primeira-dama.

A relação de Clay Lago com a pré-candidatura de Orleans Brandão vai muito além de uma simples identificação. E a explicação está exatamente no governador Carlos Brandão (MDB) que, como secretário-chefe da Casa Civil do Governo José Reinaldo Tavares, teve participação decisiva na histórica vitória que Jackson Lago (PDT) impôs à Roseana Sarney (MDB) na disputa de 2006.

Clay Lago e o próprio Jackson Lago sempre reconheceram a importância de Carlos Brandão naquele movimento. Tanto que em 2022, com líder pedetista já falecido, Clay Lago reuniu familiares e amigos e declarou apoio à candidatura de Carlos Brandão ao Governo do Estado, colocando-se no campo adversário do então candidato do PDT, o já senador Weverton Rocha, que substituiu Jackson Lago no comando do partido, e foi esmagado nas urnas da Capital.

Agora, Clay Lago reafirma essa aliança com o governador Carlos Brandão, que não é formal nem partidária, mas de plena boa vontade política, ao declarar apoio ao sobrinho do mandatário como pré-candidato a governador do Maranhão.      

São Luís, 30 de Maio de 2026.

Fernando Braide agita a política ao admitir Duarte Jr., Fufuca e Bonfim disputando Senado ao lado de Eduardo Braide

Fernando Braide admite Duarte Jr., André Fufuca,
Lahesio Bonfim e Roberto Rocha candidatos
ao Senado em aliança com Eduardo Braide

Sacudiu o meio político e os bastidores partidários, ontem, a declaração do deputado estadual Fernando Braide (PSD) dando conta de que o item Senado está em aberto na chapa do pré-candidato a governador Eduardo Braide (PSD), com espaço para o deputado federal Duarte Jr. (Avante), para o ex-senador Roberto Rocha (Novo), para o deputado federal André Fufuca (PP) e até para o pré-candidato a governador pelo Novo Lahesio Bonfim, que na avaliação de alguns pode trocar a briga pelo Palácio dos Leões por uma refrega ácida com o objetivo de ganhar uma cadeira na Câmara Alta. Irmão do ex-prefeito Eduardo Braide, Eduardo Braide – que será candidato a deputado federal – abriu o jogo numa entrevista ao competente jornalista John Cutrim (titular do blog que leva seu nome), falando com a firmeza de quem é articulador e porta-voz informal do pré-candidato do PSD.

O resultado da declaração do parlamentar sobre a corrida senatorial na seara da pré-candidatura de Eduardo Braide foram horas de agitação no meio político. Primeiro porque os pré-candidatos Duarte Jr. e André Fufuca estão até aqui posicionados, ainda que em situação incômoda, na seara da pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB), onde o principal articulador é o governador Carlos Brandão (MDB), de quem ambos são aliados. Ambos enfrentam uma concorrência dura no grupo, mas não há ainda qualquer sinal ou evento que motive os dois a se afastarem da aliança governista, uma vez que ambos têm vínculos que dificilmente serão desfeitos agora.

O problema é que, até aqui, existe na órbita da pré-candidatura de Orleans Brandão uma preferência declarada pelo senador Weverton Rocha (PDT) para uma das vagas, e um batalhão brigando para disputar a outra vaga, a começar pela deputada federal Roseana Sarney, que não é unanimidade dentro do MDB, mas dá sinais de que quer mesmo ser candidata e já contaria com o aval da direção nacional do partido e, claro, a bênção do ex-presidente José Sarney (MDB), hoje o seu principal cabo eleitoral.  Há ainda a sombra forte do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União), que tem sido estimulado pelo governador Carlos Brandão, como também a presença a presidente da Alema, deputada Iracema Vale (MDB), que também está cotada para ser candidata a vice-governadora na chapa de Orleans Brandão.

Mas a política, quando se trata da luta pelo poder, que é o que está acontecendo agora, é dinâmica e incontrolavelmente imprevisível. Quem suporia que Duarte Jr., adversário figadal de Eduardo Braide na política de São Luís, seria citado pelo irmão do ex-prefeito como possível candidato a senador na sua chapa. Não foi à toa que muitos mergulharam na perplexidade diante da declaração do deputado Fernando Braide, que teve o peso de divisor de águas.

Dentro da mesma Babel política e partidária, ninguém imaginava, por exemplo, que Lahesio Bonfim, que se lançou ao Palácio dos Leões como pré-candidato do Novo, aparecendo nas primeiras pesquisas com até 25% de intenções de voto, estivesse hoje vivendo o dilema de continuar candidato a governador ou mudar esse rumo e pensar em tentar uma cadeira no Senado. Uma situação parecida com a do seu colega de partido, ex-senador Roberto Rocha (Novo), que entrou forte na corrida senatorial, mas os números das últimas pesquisas, com a entrada de Duarte Jr. em cena, minaram fortemente o seu cacife, podendo obriga-lo a procurar abrigo numa candidatura governamental forte para manter a sua condição de pré-candidato viável a senador.

Posicionado no olho do furacão, o deputado Fernando Braide saia o que estava falando quando deu a declaração bombástica. E fez uma previsão que, de estiver rigorosamente certa, vai animar a seara da disputa senatorial por pelo menos até as convenções partidárias, quando o quadro de candidatos a senador será finalmente desenhado com cores definitivas.

PONTO & CONTRAPONTO

Somente Eliziane Gama e Weverton Rocha têm situação definida na corrida ao Senado

Eliziane Gama e Weverton Rocha têm situação
resolvida na condição de candidatos à reeleição

Em meio a um mar de indefinições em relação a candidaturas ao Senado, num cenário que muda o seu desenho praticamente todos os dias, duas situações parecem resolvidas na seara senatorial.

A primeira é a da senadora Eliziane Gama. Antes sem norte e sem espaço no acabou de chapada do seu partido de então, o PSD, ela deu uma guinada radical e absolutamente positiva para o seu projeto de reeleição ao aceitar o convite do presidente Lula da Silva e se filiar ao PT. Feitos os ajustes iniciais da sua refiliação ao PT, a senadora já começa a ser tratada como o nome que o partido abraçou para disputar a reeleição. Eliziane Gama é hoje presença obrigatória em todos os movimentos do PT do Maranhão, onde ganhou estatura de candidata preferencial para a Câmara Alta.

A outra definição é a pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) como o candidato preferencial da aliança partidária liderada por Orleans Brandão (MDB) com o aval do governador Carlos Brandão, que eliminaram todos os focos de resistência ao pedetista nas fileiras do MDB e dos partidos aliados. A posição de Weverton Rocha foi triplamente consolidada recentemente. Primeiro ele próprio detonou as dúvidas ao se lançar pré-candidato num grande evento esta semana em São Luís. Segundo, a sua posição de pré-candidato da aliança liderada brandonista foi confirmada por Orleans Brandão, por Iracema vale e por Carlos Brandão. E, finalmente, nas duas pesquisas mais recentes ele aparece como nome viável para a disputa.

Não foi à toa que na conversa com o jornalista John Cutrim o deputado Fernando Braide foi enfático ao afirmar que nesse contexto, somente Weverton Rocha e Eliziane Gama não teriam qualquer possibilidade de costurar uma aliança com Eduardo Braide.

Josimar de Maranhãozinho aposta que Detinha sairá forte das urnas e poderá ser presidente da Alema

Josimar de Maranhãozinho aposta alto
na eleição de Detinha para a Alema

Enganou-se redondamente quem imaginou que o fato de ter sido forçado a abrir mão de disputar a reeleição para a Câmara Federal ao ser condenado por suspeita de corrupção com emendas, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) perdeu o pique na sua sempre intensa luta pelo poder. Ele está cada vez mais decidido a seguir em frente, desenhando projetos ambiciosos.

Além do projeto de eleger pelo menos três deputados federais da sua mais absoluta confiança, ele aposta alto na possibilidade de eleger a atual deputada federal Detinha (PL), sua esposa e parceira política, deputada estadual e, nessa condição, torna-la presidente da Assembleia Legislativa.

Esse projeto vinha sendo guardado a sete chaves, mas vazou e acabou por ser admitido pela própria deputada Detinha. Numa entrevista nesta semana em São Luís, Detinha foi indagada sobre esse rumor. Ela confirmou ser candidata à Alema, esperando ser eleita, não confirmou categoricamente, mas disse que “gostaria muito” de ser presidente do Poder Legislativo e, por via de desdobramento, ocupar a segunda posição na escala de substituto eventual do governador na sucessão estadual.

Para começar, ninguém duvida da sua eleição para a Alema, só havendo divergência quanto ao número de votos com que ela levará na bagagem ao desembarcar de novo no Palácio Manoel Beckman. Se eleita for, claro.

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São Luís, 29 de Maio de 2026.

Pesquisas recentes consolidam polarização Braide/Orleans e indica que eleição do governador pode se dar no 1º turno

Orleans Brandão e Eduardo Braide se
alternaram na liderança da corrida ao
Palácio dos Leões nas pesquisas
Econométrica e INOP

As duas pesquisas mais recentes sobre a corrida ao Palácio dos Leões – a da Econométrica publicada na última sexta-feira (??) e a do Inop, divulgada na noite desta terça-feira (26) – encontraram o mesmo cenário, com diferenças irrisórias: Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB) parecem consolidados para, em princípio, disputar um segundo turno, com suporte eleitoral praticamente iguais, podendo até mesmo decidirem no 1º turno. Na pesquisa Econométrica, contratada por O Imparcial, Eduardo Braide aparece com 39,6% de intenções de votos contra 39,1% de Orleans Brandão. No levantamento do Inop, divulgado pelo Jornal Pequeno, Orleans Brandão aparece à frente com 40,38%, com Eduardo Braide logo atrás com 40,27%, configurando um empate técnico com vantagem numérica para o emedebista. E como a margem de erro da pesquisa INOP é de 2,98 pontos percentuais, para mais ou para menos, Orleans Brandão pode ter de 37,29% a 43,36%, enquanto Eduardo Braide pode ter de 37,29% a 43,25% das intenções de voto.  

Se representarem, de fato, a realidade, os números das duas pesquisas produzem naturalmente dois efeitos bombásticos e simultâneos. Eles turbinam a pré-candidatura de Orleans Brandão, galvanizando os seus apoiadores, a ponto de, numa recente conversa informal com jornalistas, o governador Carlos Brandão (MDB), seu patrono e avalista político, prever que ele será eleito já no primeiro turno, como o próprio mandatário o foi em 2022. O outro é que efeito coloca o pré-candidato Eduardo Braide em estado de alerta vermelho diante do risco de o seu o principal adversário tirar-lhe a liderança da corrida que comandou, com relativa folga, por mais 50 pesquisas ao longo dos últimos dois anos.

E a explicação para esse retrato de agora é óbvia, sem qualquer dificuldade para compreensão. O embalo de Orleans Brandão é o efeito direto da força do atual Governo do Estado e da relação ao Palácio dos Leões com prefeitos – costurada pelo próprio pré-candidato quando secretário de Assuntos Municipalistas – e da bem armada construção política e partidária a partir do controle do MDB em 2023, além, é claro, do seu trabalho pessoal para atrair o eleitor. A força de Eduardo Braide é a soma de um forte realismo que move um político pragmático, que toma suas decisões com a razão e tem sido bem sucedido por onde passou e mostrou na Prefeitura de São Luís do que é capaz com o gestor, e com o diferencial de que não tem grupo e acredita no uso pessoal das redes sociais, o que o torna um adversário para não se perder de vista.

O cenário da fase inicial da pré-campanha ganhou esse desenho também porque, além da força dos líderes, os seus concorrentes que de fato contam na disputa, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo) e o vice-governador Felipe Camarão (PT), por fatores distintos, não conseguiram decolar até aqui. Lahesio Bonfim aparece com 8,6% na pesquisa Econométrica e com 9,04% no levantamento do INOP, enquanto Felipe Camarão recebeu 4,6% na pesquisa Econométrica e 4,95% nos dados colhidos pelo INOP. E a julgar pelas pesquisas mais recentes, suas chances de reação são modestas, com a ressalva de que o pré-candidato do Novo parece haver esgotado o seu potencial de crescimento, enquanto o vice-governador Felipe Camarão tem pela frente meses de apoio declarado do presidente Lula da Silva (PT) para usar nas suas investidas para seduzir o eleitor.

Se os cenários coincidentes de Econométrica e INOP se confirmarem nos próximos levantamentos, feitos também por outras empresas, a disputa caminhará para um desenlace imprevisível entre o ex-prefeito da Capital e o ex-secretário de Estado. Até porque nulos, brancos e indecisos somam apenas 5%, o que significa dizer que praticamente não há mais indecisos.

Em Tempo: Contratado pelo Jornal Pequeno, o levantamento do Inop foi realizado no período de 18 a 26 de maio, ouviu 2.667 pessoas, tem margem de erro de 2,98 pontos percentuais, para mais ou para menos, e está registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-09910/2026. O instituto não informou o intervalo de confiança.

PONTO & CONTRAPONTO

Senado: Duarte Jr. aparece empatado tecnicamente com Weverton e Fufuca

INOP diz que Roseana Sarney, Weverton Rocha,
Duarte Jr. e André Fufuca lideram
corrida à duas cadeiras no Senado

A pesquisa INOP encontrou um cenário indicativo de que a corrida às duas vagas no Senado está sofrendo mudanças surpreendentes. Além da liderança da deputada federal Roseana Sarney (MDB), chama a atenção a confirmação de que a entrada do deputado federal Duarte Jr. (Avante) no páreo senatorial fez diferença. Ele aparece com 12,75%, tecnicamente empatado (dentro da margem de erro de 2,39%) com o senador Weverton Rocha (PDT) com 13,80, que é o segundo colocado, e com o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP), que apareceu em quarto lugar com 10,65% das intenções de voto.

Pelo que foi rascunhado pelo levantamento do INOP, Duarte Jr. desbancou o ex-senador Roberto Rocha (Novo), que vinha medindo força com Weverton Rocha no primeiro pelotão e agora aparece com apenas 9,49%, colocado agora na linha de tiro da senadora Eliziane Gama (PT), candidata à reeleição que, de acordo com o INOP, tem apenas 6,04%. E fechando a sequência aparecem o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) com 3,11%, o ex-prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (Mobiliza), com 2,32%, Simplício Araújo (DC) com 0,67% e Antônia Cariongo (PSOL) com 0,15% das intenções de voto.

Surgido no cenário da corrida senatorial na pesquisa AtlasIntel, há duas semanas, na qual apareceu em segundo lugar, Duarte Jr. foi apontado por muitos como “balão de ensaio”, “projeto sem futuro” e coisa parecida. Ele não apenas se lançou candidato a senador e agora apareceu na pesquisa INOP brigando por uma das vagas, empatado tecnicamente com Weverton Rocha, que leva pequena numérica, e com André Fufuca, sobre quem tem pequena vantagem numérica. Todas as diferenças estão rigorosamente dentro da margem de erro de 2.98% da pesquisa.

Ou seja, se os números do INOP estiverem corretos, confirmarão a previsão de que a corrida às duas cadeiras no Senado será uma das mais acirradas de todos os tempos. Mais ainda se a deputada federal Roseana Sarney confirmar a sua candidatura, que parece incerta dentro do MDB.

Carlos Lula alerta para mudanças climáticas e pede prevenção com a execução de Lei estadual que prevê enfrentamento do problema

Carlos Lula fez alerta sobre mudanças climáticas

Repercutiu dentro e fora da Assembleia Legislativa o denso e oportuno discurso do deputado Carlos Lula (PSB) cobrando a execução da Lei estadual nº 12.301/2024, que institui a Política Estadual de Enfrentamento das Mudanças Climáticas no Maranhão. Ele alertou para a ocorrência, cada vez mais frequente, de eventos climáticos extremos no estado como fortes ventanias em São Luís, aparecimento de tubarões próximos à faixa de areia das praias da Capital, a chuva de granizo registrada em Lajeado Novo no ano passado e o avanço das queimadas em diversas regiões do estado. No seu entendimento, os fatos evidenciam os efeitos cada vez mais perceptíveis das mudanças climáticas e cobram a execução da Lei.

No seu discurso, Carlos Lula fez as seguintes observações:

“O Maranhão fechou 2025 como o segundo estado com mais focos de queimadas do Brasil. Foram mais de 12% de todo o fogo registrado no país, segundo dados do INPE. Isso não é normal. São eventos extremos que a ciência já vem alertando há anos”.

“Quem não se prepara antes, paga depois. E paga mais caro, muitas vezes com perdas materiais, econômicas e até de vidas”.

“O Maranhão já possui uma lei moderna, baseada em ciência, planejamento e prevenção. O que falta é tirar essa política do papel”.

“Não adianta agir apenas depois da tragédia. Prevenção exige planejamento, coordenação e prioridade política”.

“Proteger o Maranhão das mudanças climáticas não é discurso. É planejamento, investimento, prevenção e ação concreta. O tempo está passando e os impactos já estão chegando à vida das pessoas”.

O deputado acertou no alerta.

São Luís, 28 de Maio de 2026.